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Como R$ 47 mil em anúncios viraram 11,2 mil conversas e R$ 5,39 milhões em motos vendidas para uma rede de lojas do interior de Minas

A rede vendia bem e crescia rápido. O que não existia era uma operação de tráfego que acompanhasse a expansão e provasse quanto devolvia.

R$ 5,39 milhões
em vendas atribuídas ao tráfego
114x
de retorno em vendas por real investido
R$ 208
de custo por moto vendida

O ponto de partida

Uma rede em expansão, com anúncio no ar e sem operação por trás dele.

Nossa cliente é uma rede de lojas de motos do interior de Minas Gerais. O foco comercial são motos Honda 0 km, mas as lojas também vendem outras marcas e seminovas. Quando o trabalho começou, em setembro de 2025, as campanhas cobriam quatro praças: Nova Serrana, Divinópolis, Capelinha e Pará de Minas. Ao longo do projeto a rede abriu novas unidades e chegou a sete, com Capitólio, Piumhi e Pompéu.

Já existia mídia: cerca de mil reais por semana em anúncios. O que não existia era estrutura. As campanhas não separavam as cidades, o WhatsApp de destino não era o da unidade que atendia e, como descobrimos nas primeiras semanas, os leads das campanhas não estavam chegando ao CRM por uma falha na integração com a Meta. A equipe de vendas recebia conversas sem saber de onde vinham.

O pedido era simples de enunciar e difícil de cumprir: assumir toda a operação de tráfego pago, sustentar o volume de conversas em cada loja enquanto a rede crescia e mostrar, com número, o que cada real investido devolvia em moto vendida.

A estratégia

Uma campanha por cidade, a conversa como porta de entrada e a marca com verba própria

Moto se vende no WhatsApp. O cliente pergunta preço, entrada, parcela, se tem a cor que quer, e a loja fecha na conversa. Por isso a operação foi montada em volta de campanhas de mensagem, uma por praça, cada uma apontando para o número da unidade que ia atender e com criativos gravados pela própria equipe nas lojas.

  1. 01Uma campanha por praçaCada cidade com a sua campanha, o seu criativo gravado na loja e o WhatsApp da própria unidade como destino.
  2. 02Conversa como porta de entradaAnúncios de mensagem levando direto ao WhatsApp, onde a venda de moto acontece de fato, com a origem registrada no CRM.
  3. 03Marca com verba controladaCampanhas de reconhecimento rodando em paralelo, com orçamento menor, para a rede ser lembrada sem roubar verba da geração de demanda.
  4. 04Leitura semanalDashboard em tempo real, relatório toda semana e corte de qualquer criativo que passasse de R$ 6 por conversa.

A verba foi tratada como variável, não como constante. Nas primeiras semanas a cliente quis testar o dobro do orçamento semanal para ver se o volume acompanhava. Acompanhou: em outubro as campanhas já entregavam cerca de 90 conversas por região a cada relatório, a um custo médio entre R$ 4 e R$ 5, e o mês fechou com 1.608 conversas. Em dezembro, para a campanha de fim de ano, a verba semanal subiu para R$ 3 mil. Em janeiro voltou para perto de R$ 1,5 mil. A leitura semanal é o que permitia mexer nisso sem apostar.

A execução

Do anúncio ao CRM, tudo passou a ter dono

A operação começou pelo que estava quebrado. Refizemos a integração entre as campanhas e o CRM da cliente, para que cada conversa entrasse no sistema com a origem registrada. Só a partir daí foi possível cruzar o que a mídia gerava com o que a loja vendia.

Depois veio o ritmo. Relatório toda semana, com investimento, conversas e custo por conversa. Criativo que passava de R$ 6 por conversa era desligado. Anúncio que trazia conversa barata era duplicado e ganhava verba. Roteiros novos eram escritos por nós e gravados pela equipe da cliente dentro das lojas, com cada cidade falando para o seu público.

Quando uma unidade nova era aberta, ela nascia com campanha própria. Capitólio entrou no ar em 26 de novembro, aproveitando as ações de inauguração, e em três semanas já era a praça de menor custo por conversa da rede.

  • Toda a operação de tráfego pago sob nossa responsabilidade
  • Campanhas reconstruídas por cidade, com número de WhatsApp de cada unidade
  • Integração entre Meta e CRM refeita: os leads não estavam chegando ao sistema
  • Roteiros de anúncio escritos para a equipe da cliente gravar nas lojas
  • Criativos específicos por região, testados lado a lado
  • Campanhas de reconhecimento de marca com orçamento próprio
  • Google Meu Negócio estruturado e publicado no Maps
  • Campanha de lançamento para cada unidade nova
  • Ações sazonais: Black Friday, ofertas de dezembro, sorteio, oferta relâmpago
  • Relatório semanal de investimento, conversas e custo por conversa
  • Verba semanal ajustada pelo que o custo por conversa mostrava
  • Vendas cruzadas com a origem registrada no CRM da cliente

A evolução

O custo por conversa caiu pela metade enquanto a rede crescia

Out/25 · custo por conversaR$ 5,23
Fev/26 · custo por conversaR$ 2,50

Em outubro, com quatro praças, foram 1.608 conversas a R$ 5,23. Em fevereiro, com cinco praças em campanha e três semanas de mídia, foram 2.517 conversas a R$ 2,50. Na semana de 9 a 15 de fevereiro o custo chegou a R$ 2,01, o menor de todo o período.

A unidade de Capitólio é o retrato disso. Entrou no ar com campanha própria em 26 de novembro e, entre 1 e 21 de dezembro, gerou 918 conversas a R$ 2,51, contra uma média de R$ 4,33 na rede naquelas três semanas. A primeira venda da unidade com origem em campanha foi registrada em 3 de dezembro.

Dezembro também mostrou o outro lado. Foi o mês de maior investimento e maior volume, com 3.325 conversas, mas parte da verba foi para reconhecimento de marca, um sorteio e a divulgação de ações presenciais. O custo por moto vendida subiu para R$ 300 no mês. Conversa barata é sinal; venda é resultado, e os dois nem sempre andam juntos.

Mês a mês

O dashboard que a cliente passou a receber

Cada linha cruza duas fontes: o investimento e as conversas vêm dos relatórios das campanhas; as vendas, o valor e o lucro vêm da planilha de vendas da cliente, filtrada pela origem registrada em cada venda.

Dashboard mensal de outubro de 2025 a fevereiro de 2026: investimento, conversas, custo por conversa, vendas atribuídas, valor vendido, custo por venda e lucro registrado.
MêsInvestimentoConversasCPLVendasValor vendidoCACLucro
Out/25mídia de 01 a 29/10R$ 8.405,321.608R$ 5,2348R$ 1.151.172,72R$ 175,11R$ 115.951,92
Nov/25mês completoR$ 8.910,331.800R$ 4,9554,5R$ 1.244.631,00R$ 163,49R$ 149.712,62
Dez/25mês completoR$ 15.628,943.325R$ 4,7052R$ 1.232.366,09R$ 300,56R$ 142.043,64
Jan/26mês completoR$ 8.030,891.937R$ 4,1539R$ 883.077,74R$ 205,92R$ 90.946,09
Fev/26mídia de 01 a 22/02R$ 6.302,712.517R$ 2,5034R$ 879.488,09R$ 185,37R$ 157.136,38
TotalR$ 47.278,1911.187R$ 4,23227,5R$ 5.390.735,64R$ 207,82R$ 655.790,64

Vendas com origem WhatsApp entram pela metade, por isso os meios. CPL é o investimento dividido pelas conversas iniciadas. CAC é o investimento dividido pelas vendas atribuídas. Lucro é a soma do lucro registrado por venda no sistema da cliente, antes de descontar a mídia.

Setembro de 2025 fica de fora: as campanhas entraram no ar no dia 19 e não houve relatório de investimento fechado para o mês. Em outubro o relatório cobre até o dia 29 e em fevereiro até o dia 22, quando a conta de anúncios ficou sem saldo.

Os cinco meses

R$ 47 mil de mídia, 11,2 mil conversas e R$ 5,39 milhões em motos vendidas

R$ 47.278
investidos em mídia entre outubro e fevereiro
11.187
conversas iniciadas no WhatsApp pelas campanhas
R$ 4,23
de custo médio por conversa no período
227,5
vendas atribuídas ao tráfego, com WhatsApp contado pela metade
R$ 5,39 milhões
em vendas atribuídas, a um ticket médio de R$ 23,7 mil
R$ 655,8 mil
de lucro registrado nessas vendas pelo sistema da cliente
R$ 207,82
de custo de aquisição por moto vendida
13,9x
de lucro registrado por real investido em mídia
27%
do faturamento da rede no período veio de vendas atribuídas
R$ 2,01
foi o menor custo semanal por conversa, em fevereiro

No acumulado de outubro de 2025 a fevereiro de 2026, foram R$ 47.278,19 investidos em anúncios e R$ 5.390.735,64 em vendas atribuídas ao tráfego, a um ticket médio de R$ 23,7 mil por moto. Isso equivale a 114 reais em venda para cada real investido.

O lucro registrado nessas vendas pelo sistema da cliente somou R$ 655.790,64. Descontado o investimento em mídia, sobram R$ 608,5 mil, ou 13,9 reais de lucro para cada real de anúncio. O custo médio por moto vendida ficou em R$ 207,82.

As vendas atribuídas responderam por 27% de tudo o que a rede faturou no período. Oito em cada dez motos vendidas pelo tráfego eram ano-modelo 2025 ou 2026, e a CG 160 sozinha respondeu por metade delas: o anúncio estava trazendo exatamente o cliente que a loja queria vender.

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