Como ajudamos um box do interior de Minas a conquistar 107 novos alunos e construir quase R$ 150 mil em valor de carteira
O produto já convertia. Faltava fazer mais gente da cidade chegar até ele.
- 107
- novos alunos em 8 meses
- 63%
- de conversão na aula experimental
- R$ 149,8 mil
- em valor estimado de carteira
O ponto de partida
O produto era bom. O crescimento é que era imprevisível.
Quando começamos esse projeto, em janeiro de 2026, o negócio já tinha o mais difícil: uma boa entrega, alunos satisfeitos e presença conhecida na região. Nada disso precisava ser consertado.
O problema era outro. O crescimento de uma academia local costuma depender sempre das mesmas fontes: indicação, quem passa na porta, ex-aluno que volta, o perfil no Instagram e o contato que chega pelo WhatsApp. Tudo isso funciona. O que não dá para fazer com isso é planejar.
É difícil crescer de forma previsível quando ninguém sabe quantas novas oportunidades vão entrar no mês seguinte. Foi exatamente aí que começamos a trabalhar.
A estratégia
Em vez de vender mensalidade no anúncio, vendemos a experiência
Para um negócio como esse, existe uma distância enorme entre ver um anúncio e decidir começar a treinar. A pessoa precisa conhecer o espaço, experimentar a aula, entender a metodologia e sentir se aquele ambiente combina com ela.
Por isso, quase toda a estratégia foi construída em torno de uma ação simples: gerar interesse e levar a pessoa até uma aula experimental. A partir daí, passamos a acompanhar o caminho inteiro, e não só a quantidade de contatos.
- 01Interesse732 leads registrados entre janeiro e agosto.
- 02Agendamento195 pessoas marcaram uma aula experimental.
- 03Comparecimento169 apareceram no box, cerca de 87% de quem agendou.
- 04Matrícula107 viraram alunos, cerca de 63% de quem experimentou.
A leitura desses números mudou a discussão. A cada 10 pessoas que chegavam até a aula experimental, mais de 6 se tornavam alunos. O gargalo não era a conversão: quando a pessoa chegava até o espaço, o produto tinha força para fechar. O trabalho era aumentar o número de pessoas certas chegando até esse ponto.
A execução
Comunicação local, prova real e um funil medido
As campanhas foram trabalhadas principalmente no Instagram e no WhatsApp, com comunicação local, conteúdo produzido dentro do próprio box e chamada para agendar a aula experimental.
Também escrevemos roteiros para transformar a rotina do box, os professores, os alunos e os depoimentos em criativos parecidos com a realidade de quem estava pensando em começar. Cada contato gerado passou a ter origem registrada, o que nos permitiu ajustar as campanhas pelo que acontecia depois do clique.
- Campanhas locais no Instagram e no WhatsApp
- Oferta de aula experimental como porta de entrada
- Roteiros de criativos com a rotina real do box
- Professores, alunos e depoimentos usados como prova
- Chamadas para agendamento em todos os anúncios
- Registro de origem de cada lead que entrava
- Acompanhamento do funil até a matrícula
- Ajuste das campanhas pelo que o funil mostrava
Julho
O mês em que a mídia virou a principal fonte de oportunidade
Em julho, aproximadamente 76% das oportunidades do mês foram geradas pela mídia. No acumulado dos oito meses, 338 dos 732 leads vieram diretamente das campanhas, cerca de 46% do total e a maior origem individual registrada na operação.
O restante continuou vindo das fontes de sempre, que seguem importantes para um negócio local: WhatsApp, Instagram, indicação, retorno de antigos alunos e relacionamento com outros boxes. A diferença é que agora existia mais um canal, e esse podia ser acionado quando o negócio quisesse.
Os 8 meses
107 novos alunos entre janeiro e agosto de 2026
- 732
- leads registrados entre janeiro e agosto
- 195
- aulas experimentais agendadas
- 169
- comparecimentos à aula experimental
- 107
- novos alunos matriculados
- 338
- leads originados diretamente das campanhas
- 46%
- de todos os leads vindos da mídia
- R$ 21,4 mil
- em novas mensalidades contratadas
- R$ 149,8 mil
- em valor estimado de carteira pelo LTV médio
Com um ticket médio mensal de aproximadamente R$ 200, essas matrículas representam cerca de R$ 21,4 mil em nova receita mensal, considerando o valor da mensalidade no momento da entrada de cada aluno.
Academia, porém, é um negócio recorrente. O negócio tem um LTV médio de aproximadamente sete meses, o que coloca cada novo aluno em torno de R$ 1.400 ao longo do relacionamento. Aplicado aos 107 novos alunos, isso equivale a aproximadamente R$ 149,8 mil em valor estimado de carteira.
Vale a distinção: esses R$ 149,8 mil não são faturamento já realizado e atribuído integralmente às campanhas. É o valor estimado das 107 novas matrículas ao longo do LTV médio informado pelo próprio negócio.
Sobre recorrência
R$ 200 parece pouco até você olhar para o relacionamento inteiro
Uma matrícula de R$ 200 não chama atenção quando analisada sozinha. Mas um aluno que permanece, em média, sete meses não vale R$ 200. Vale aproximadamente R$ 1.400.
Nessa conta, 10 novos alunos representam cerca de R$ 14 mil em valor de carteira. 50 representam R$ 70 mil. E 107 representam quase R$ 150 mil.
É por isso que um negócio recorrente não deveria avaliar marketing apenas pelo que entrou no caixa no primeiro mês. O que importa é quanto vale um cliente ao longo do relacionamento e quanto a operação consegue acrescentar à base todos os meses.
O aprendizado
Muitos negócios locais têm um produto bem melhor do que o marketing que fazem. Não precisávamos criar uma experiência melhor do que a que já existia. Precisávamos fazer mais gente chegar até ela.
Os clientes gostavam, indicavam, permaneciam. O serviço funcionava. Ainda assim, a empresa dependia do movimento natural da cidade para crescer. Em oito meses, 107 pessoas chegaram, experimentaram e decidiram ficar.
O principal resultado do projeto talvez seja ter mostrado que um negócio local não precisa esperar a próxima indicação aparecer. É possível construir uma rotina em que gente da própria região conhece o negócio, demonstra interesse, experimenta o produto e entra para a base todos os meses.
Se o seu produto já converte, o problema é quantas pessoas chegam até ele.
Ajudamos negócios locais e recorrentes a construir uma estrutura de aquisição própria, com origem registrada, funil medido e novos clientes entrando na base todos os meses.

